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quinta-feira, 11 de março de 2010

Trivialidades Diversas

 Do que me ficou no radar, um texto fascinante sobre a função biológica da depressão e outro eloquente sobre o estado da economia mundial, além de um vídeo sobre as virtudes aristotélicas das privatizações:

 E do lado de lá do Atlântico, começa a subir a voltagem numa das minhas competições favoritas. Os finalistas vencidos do ano passado apelaram a alguma falta de inteligência emocional dos Lakers para vencer um duelo que quase degenerou em pancadaria. "Eles ladram nós mordemos" foi o mote, pese embora o sr nº 24 ter voltado a espalhar classe, não chegou... To be continued!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ultimatos

O romantismo está em perigo de extinção lol.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Roda No Chão



 Decidi trazer vida a este espaço abandonado. O período actual de Roda No Chão, caracterizado por um regresso à base em Lisboa, uma queda de 97% no consumo de álcool (em relação à média dos últimos 8 meses deslocado) e a uma pausa filosófica na minha carreira profissional assim o exigem. A poeira está no chão e já há algumas luzes no horizonte mas entretanto há espaço e tempo para outras coisas.

 Começando primeiro pelo nome. Paralelo 60 foi uma viagem, ou melhor uma não viagem, desenhada durante o semestre de estudo no Canadá. A ideia flutuada e imaginada por mim e outros dois amigos era a de aproveitar a semana de férias para ir até ao estado canadiano do Yukon e sua capital Whitehorse, mesmo a norte deste paralelo, de modo a poder desfrutar de um dos melhores sitios que há para se ver a Aurora Boreal. Ideia que foi vencida devido à distância, vôos raros e caros (natural para uma terra onde há mais pinguins do que pessoas) e autocarro(s) que demorariam mais de 3 dias e meio... Outra viagem venceu para o trópico bem mais quente. De qualquer maneira, ficou o mártir de uma viagem que simboliza o meu fascínio pelo... exótico lol.

sábado, 13 de setembro de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

"Johnson's music left the solar system..."

Faz pensar:

"Blind" Willie Johnson, um músico afro americano de blues. Ficou cego aos 7 anos quando a madrasta, alcóolica, lhe atirou cal para a cara depois de ter sido espancada pelo marido por ter estado com outro homem. Ganhou a vida como músico a pedir esmola a quem o ouvisse tocar na rua conseguindo gravar algumas canções através de amigos. Viveu numa casa que depois de arder ficou em ruínas e em que Johnson, sem sítio para ir, permaneceu até morrer de pneumonia no colchão encharcado em que dormia depois de lhe ter sido recusada entrada nos hospitais por ser cego e negro.

No entanto, uma das músicas que gravou, Dark Was The Night Cold Was The Rain, está incluida na sonda Voyager I que passou em 2004 o choque de terminação, a fronteira do nosso Sistema Solar, para fazer parte do primeiro (e quem sabe único) símbolo humano a entrar no desconhecido do espaço profundo.

in "The West Wing - Warfare of Genghis Khan S05E13"

sexta-feira, 28 de março de 2008

Arthur C. Clarke

Foi a enterrar este mês um dos grandes autores de ficção cientifica deste século para não dizer de sempre. Tinha 91 anos de idade e a frase encontrada por um amigo para descrever o escritor britânico que viveu no Sri Lanka desde 1956, Arthur C. Clarke: "Um Homem que nunca parou de crescer."

Escreveu centenas de livros do qual se destaca o conto "A Sentinela", com o qual entrou num concurso de ficção cientifica da BBC a meio do século passado e começou a ganhar notoriedade. Esta obra prima trabalhada e moldada para o cinema em 1968 com Stanley Kubrick resultou na minha opinião no melhor filme de sempre (2001 - Space Odyssey). A este filme e livro juntaram-se 2010 (também adaptado para filme em 1984), 2061 e 3001 para uma das mais cativantes sagas do género.

Objecto artificial de origem desconhecida, denominado Monólito, descoberto enterrado na Lua (2001 Odisseia):

Uma imaginação fantástica que reverberou através das gerações e cativou a mente para o infinito. Conseguiu prever com precisão os satélites artificiais mais de uma década antes do Sputnik. E hoje, a 6ª lua de Júpiter (Europa), palco de acção no enredo de 2001, 2010 e 3001, continua um dos grandes mistérios do Sistema Solar visto que há fortes suspeitas de algum tipo de vida por baixo do manto de gelo daquela lua. A Inteligência Artificial também marcou uma das reflexões mais fascinantes do autor através do computador HAL, que quando é programado para mentir entra em paranóia por "não saber como o fazer".

RIP
"Someday the children of the new sun will meet the children of the old."