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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Génio(s)

Ricardinho, outro dos génios que vi vestir a águia, voltou a fazer das suas. O trabalho é condição suficiente para o sucesso? É sim, mas há outros que, para além disso, têm mais qualquer coisa.

Leitura complementar: aqui

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A minha terra, o meu amor

Por mais longe que vá e por mais tempo que fique fora, nasce a certeza de que Portugal é para onde sempre regressarei.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mistérios

 Tem de haver alguma explicação. Ler a última linha da história da carreira dele até dá para rir. Enfim... uma pura insistência do Jesus? Se o foi tem que assumir o erro e vai perder muito do capital "político" que havia ganho durante a época passada. Erros todos os cometemos, agora pagar €8,5M por um guarda redes que até à data não mostrou nada acima da média? É uma cruz que nem o próprio Roberto merece. Não se percebe. E a batalha Jesus vs Rui Costa vs LFV? Quem é que afinal tem o leme da política desportiva e vai assumir as responsabilidades? 
 É fundamental que o Benfica consiga revalidar o título para inverter a maré azul das últimas duas décadas, e tem uma oportunidade histórica para isso: Sendo campeão, o Benfica estaria em posição de negar a receita Champions ao Porto por dois anos consecutivos e atacar o domínio azul onde ele é mais frágil - no aspecto económico. Um ponto de inflexão muito apetecível! Há que lembrar que foi muito devido ao aspecto económico que o Benfica perdeu o domínio do mercado nacional no final dos anos 80 - quando  teve que pagar a megalomania  que foi fechar o 3º anel da antiga Luz...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O busílis da questão

 Uma entrevista muito boa e que faz reflectir sobre o estado do nosso (des)ordenamento territorial e respectiva legislação como forte factor causal da corrupção e desigualdade social em Portugal.  Não sei se "a posse pública das mais valias urbanísticas" seria o caminho a seguir mas é sem dúvida um tema que faz pensar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Orçamentos

 Uma excelente infografia do Público mostra em algum detalhe o Orçamento de Estado para '10. O buraco continua a crescer e o endividamento também. A receita já nem chega para cobrir a despesa primária (que não conta com os juros da dívida pública).
 O risco aumenta e o nervosismo dos nossos credores também. Há sempre que nos empreste, mas o juro só vai é para cima e aumenta ainda mais a despesa num ciclo vicioso. E com os holofotes internacionais a apontar cada vez mais para o papel português, resta saber se os "truques" de dívida não orçamentada que o afectam - parcerias público-privadas, passivos de empresas públicas - não o vão queimar. Fez-me lembrar uma epifania que registei de um filme qualquer:
 "Guys like you can't take the spotlight, they burn under it."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Portugal não merece isto


Futebol Corrupção do Porto

E ò "tripulha", não tens ai nada do Face Oculta?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sismos.

Estar aqui no topo (10º) desta caixa de fósforos em que vivo, e ver isto literalmente a balançar de um lado para o outro resultou provavelmente nos segundos do mais puro terror de que me lembro. Até foi um movimento bonito e uniforme olhando em retrospectiva mas... foda-se! Que cagaço mais surreal!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Kafkiano pois...

O director do semanário Sol teve um encontro inesperado com a "máquina" do PS. Já dizia o Jorge Coelho: "Quem se mete connosco, leva!" E não mentiu.



Via "O Insurgente"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Comprativa

 Para quem gosta de História, recomendo a  recente crónica do Público sobre os 20 dias anteriores à tentativa de golpe comunista a 25 de Novembro de '75 e o fim definitivo do PREC. Portugal olhou o abismo da guerra civil mas voltou atrás. E este vídeo que quase parece do Gato Fedorento e que mostra o PREC em toda a sua glória.


domingo, 11 de outubro de 2009

Que futuro para Portugal?




A propósito destas eleições e das anteriores, Medina Carreira (ex ministro das finanças), escreveu um livro que todos os portugueses deviam ler sobre o futuro, presente e passado do nosso país. Os números:
  • No final de '10 Portugal vai completar a pior década a nível de crescimento económico desde o fim da Monarquia (média de 0,2%).
  • Para um PIB per capita que é o 19º dos 27 da UE, Portugal tem a 14ª carga fiscal e a 7ª despesa pública (!) em % do PIB.
  • Esta despesa pública, aumentou principalmente no capítulo de despesas correntes (vulgo despesas com a "máquina do Estado", transferências, subsídios e juros da dívida pública) sendo que as despesas de capital (que inclui o famigerado investimento público) decresceram e representam menos de 9% da despesa total. Não é por isso devido a "medidas de combate à crise" que a despesa cresce. A despesa cresce porque já chegou a um ponto em que se alimenta a si própria e está, à falta de melhor termo, incontrolável às mãos de uma política em que o numero de beneficiários de qualquer tipo de ajuda do Estado já chega a 6 milhões.
 Ora, ultrapassando a discussão da configuração do nosso Estado Social e se assim o deve ser, esta equação simplesmente não funciona. À falta de uma economia mais produtiva que consiga sustentar um Estado cada vez mais social, a resposta é o endividamento no estrangeiro (que já vai em 97% do PIB).

 O Bloco Central que nos governa há 35 anos (PS e PSD), há muito que se divorciou da realidade e a receita para o crescimento é sempre a mesma: investimento público (aumento das já mencionadas despesas de capital).  Uma via que poderia ser totalmente viável para iniciar crescimento mas que em Portugal degenera  numa espécie de keynesianismo barato que funciona tão bem como um toxicodependente que se injecta, para três ou quatro dias depois estar a ressacar e a precisar de nova dose. Com a agravante de que agora já nem sequer é com o nosso dinheiro mas sim com o dinheiro emprestado dos outros (os fundos estruturais da UE já só duram até 2012). E é investimento de qualidade ao menos? Sim é um comboio que vai a Madrid a 300km/h, a 74ª ponte sobre o Tejo, e mais centenas de kms de autoestrada paga. É este o investimento que vai ajudar a mudar o paradigma da economia nacional e prepará-la para competir no novo mundo globalizado como exportadora líquida e/ou forte receptora de investimentos estrangeiros? Não. Este é o investimento que vai encher o bolso dos "amigos" e continuar a endividar Portugal até um nível criminalmente irresponsável.

O que nos leva ao pior e ao mais grave de tudo: a Justiça. Onde andam os 30 milhões do negócios dos submarinos? Infelizmente é apenas a ponta do icebergue. Não há um nenhum condenado por corrupção em Portugal e o "saque" continua. E atinge proporções verdadeiramente pornográficas com o Estado Central, com os ajustes directos do PS para obras públicas e outros e conhecidos truques de uma classe política que funciona apenas em modo de sobrevivência própria de modo a tratar das suas vidas e dos amigos (veja-se o que aconteceu o Eng. Cravinho e às suas medidas anti corrupção). Das Autarquias e Regiões Autónomas, onde acontece o saque na sua verdadeira dimensão, acho que nem vale a pena falar.

 Resulta então que o Governo(s) de Portugal, a insistir neste caminho, está a atirar a 2ª República contra a parede. É preciso uma agenda séria que seja capaz de responder ao supremo dos desafios: a Economia Portuguesa e como criar condições para o crescimento económico tangível e sustentável no quadro da globalização, assumindo o Estado o papel de facilitador na actividade económica e não de responsável por ela.
 Outra coisa é clara, não é com estes "fatos vazios" que agora temos que vamos a lado algum. Pessoas que nada fizeram na vida senão política colocaram Portugal no buraco da pobreza e não há nenhuma razão para acreditar que os "porreiro pah" nós tirem de lá. Ou então sempre há outra opção: entregamos as chaves do reino ao Louçã e ele que nacionalize a economia quase toda como quer e transformamos Portugal na Venezuela da Europa. Não temos é petróleo o que é um pouco chato...
 Enfim... Mas não partilho totalmente do fatalismo e negativismo de Medina Carreira. Acredito que a minha geração está capacitada a responder ao desafio da produtividade. Quem nos vê a trabalhar lá fora e cá dentro sabe que falamos línguas e somos mais versáteis que muitos dos nossos colegas europeus por isso não estamos condenados à pobreza por defeito. Precisamos é de uma visão! Já estou como o António Barreto: "Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil!"